Paris bairro a bairro (parte 2 de 2)

novembro 11, 2019 blogdoguru No comments exist

1º Arrondissement

A área mais central de Paris concentra um punhado generoso de museus na margem direita do Sena – sendo o Louvre o mais imponente e importante de todos eles.

Confira a parte 1
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Museu do Louvre

O maior museu do mundo, que já foi fortaleza e residência real, é conhecido principalmente como a casa da Mona Lisa. Mas além da obra-prima de Leonardo da Vinci, tem itens desde a Antiguidade até o século 19, incluindo a Vênus de Milo, uma bela seção egípcia, uma ala mais recente dedicada ao mundo islâmico e os impressionantes apartamentos de Napoleão III. No subsolo fica o Carrousel du Louvre, shopping com lojas como Printemps e Apple.

Museu L’Orangerie

O Palácio das Tulherias, antes localizado nos jardins de mesmo nome, foi destruído pela Comuna de Paris em um incêndio em 1871 – a única coisa que sobreviveu foi a estufa das laranjeiras. Ela foi então transformada em um museu impressionista, que tem como grande destaque oito painéis estampando as famosas ninfeias de Monet. Veja também Matisse, Gauguin, Cézanne, Renoir e Picasso.

Forum des Halles

A área que até os anos 1970 abrigava o “mercadão” de Paris acaba de ganhar uma bela modernizada, que trouxe arquitetura arrojada ao shopping subterrâneo onde há marcas como Zara, H&M, Mango e Sephora. O Jardim Nelson Mandela, em frente, também passou por obras. Vale conhecer as vias ao redor, agora tomadas por restaurantes de mesas ao ar livre, como as ruas Montorgueil e Coquillière.

ESTIQUE

Palácio Garnier: o belíssimo teatro onde se passa a história do Fantasma da Ópera foi erguido a partir de 1860. Hoje, além de sediar espetáculos de música clássica e balé, a casa abre para visitação e tem um museu de cenografia e peças de arte. A 1,5 km do Louvre (no 9º arr).

Galerias Lafayette: pertinho da ópera, a loja de departamentos mais famosa da França tem uma tentadora seção gourmet e restaurantes bacanas (são 20 opções, como a casa de chá Angelina). Suba até o terraço no último andar para mais uma vista arrebatadora.

Dica: Complemente sua visita ao Louvre com um passeio ou um piquenique no Jardim das Tulherias, logo em frente. O parque margeia o Sena com fontes, bulevares arborizados, carrossel e esculturas.

Marais

Parte do 3º e do 4º arrondissements, o pedaço que muita gente elege como o mais gostoso de Paris é ideal para um passeio sem pretensões: aqui ainda se vê a configuração medieval de ruelas estreitas, agora atualizadas com grafites, galerias de arte e butiques independentes. É endereço certo para aproveitar a noite parisiense e é por onde circula também a comunidade LGBT, em meio a heranças de quando a área era um gueto judeu.

Centro Georges Pompidou

A tubulação colorida que corre por fora do prédio dá a deixa sobre o que há lá dentro: o Museu Nacional de Arte Moderna reúne obras de Matisse, Picasso, Duchamp e Warhol. Do terraço, têm-se belas vistas de Paris.

Museu Picasso

O museu dedicado ao pintor espanhol que tanto produziu em Paris tem acervo instalado em uma mansão do século 17, com mais de 5 mil trabalhos, entre pinturas, cerâmicas e esculturas.

Place des Vosges

De 1612, a outrora Praça Real de Paris é a mais antiga da cidade, cercada por imponentes prédios com arcadas. Ali estão atrações como a Maison Victor Hugo, apartamento-museu onde o autor de O Corcunda de Notre-Dame morou no século 19 (fechado até abril de 2019 para reforma), e o restaurante L’Ambroisie, três estrelas Michelin.

Marché des Enfants Rouges

O mercado mais antigo de Paris – desde 1615! – hoje tem estandes de vários tipos e nacionalidades de comidinha, como libanesa, marroquina e japonesa, além de sanduíches e doces. Também há um simpático restaurante, o L’Estaminet des Enfants Rouges, com cardápio que muda mensalmente.

ESTIQUE

Promenade Plantée: antes mesmo de o High Line nova-iorquino cair no gosto dos turistas, Paris já tinha uma velha ferrovia transformada em parque elevado desde os anos 1990. São quase cinco quilômetros arborizados na parte de cima, enquanto as arcadas embaixo do viaduto viraram lojas e cafés. A 1 km da Place des Vosges (no 12º arr)

Canal Saint-Martin: as margens deste bucólico canal são uma delícia para passear, cheias de lojas, cafés e bares para refrescar o roteiro turístico.
A 1,6 km do Pompidou (no 10º arr)

Montmartre

Do alto de uma colina no 18º arrondissement, o antro artístico de Paris já reuniu gente da estirpe de Renoir, Picasso, Van Gogh e Dalí ao redor da Basílica Sacré-Coeur. Essa veia continua pulsando especialmente na Praça Tertre, tomada por pintores de rua e caricaturistas. O bairro, que também ganhou fama com seus cabarés, caiu definitivamente na graça dos turistas depois de aparecer como cenário no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (o Cafe des Deux Moulins virou ponto de peregrinação entre os cinéfilos). Para chegar, pode-se pegar o funicular – mas subir as escadarias a pé também tem sua graça.

Basílica Sacré-Coeur

Construída a partir de 1875, a basílica reluz no topo do monte com sua cúpula de travertino – para subir ao alto dela, são cerca de 300 degraus, de onde se tem uma vista dos deuses.

Moulin Rouge

O cabaré mais icônico de Paris, berço do cancã, foi inaugurado em 1889 e ainda hoje segue na ativa com espetáculos turísticos, que podem ser combinados com drinques ou jantar completo.

Espace Dalí

A casa onde Salvador Dalí morava virou uma ode ao artista surrealista: o acervo reúne mais de 300 obras (boa parte delas são reproduções), entre esculturas, móveis e desenhos.

Clos Montmartre

Um vinhedo no meio de Paris? Oui, monsieur! Não há visitas públicas, mas um famoso festival celebra a colheita durante três dias no começo de outubro, todos os anos, com barracas vendendo vinho, shows, exposições, desfiles, visitas guiadas e fogos de artifício.

comitedesfetesdemontmartre.com

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