Gramado e Canela – As protagonistas da Serra Gaúcha (Parte 1 de 2)

novembro 18, 2019 blogdoguru No comments exist

Gramado e a vizinha Canela vão além de frio, fondue e jantares em frente à lareira. Aos pouquinhos, a região tem se reinventado, provando que é divertida para casais, famílias com crianças e até quem viaja sozinho.

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Uma cidade com esse jeitão internacional merece receber novidades do mundo todo, né? É por isso que Gramado foi escolhida para instalar a primeira unidade do Hard Rock Café no Rio Grande do Sul. O restaurante mantém o espírito da franquia, unindo gastronomia e muito rock’n’roll. Para você ter uma ideia, a lista de relíquias em exposição inclui guitarras usadas por Carlos Santana e Keith Richards, dos Rolling Stones, além de peças dos figurinos de Elton John e Michael Jackson. O menu é composto por delícias tipicamente norte-americanas, como hambúrguer, macarrão com queijo, costelinha de porco e milkshake. Não tem dieta que resista a tanto sabor! Nossa dica é o jantar da quarta-feira. Você vai saborear as iguarias do cardápio enquanto assiste a um show de cover de ElvisPresley, o rei do rock!

PÁSCOA EM GRAMADO : A celebração da Páscoa ganha as ruas de Gramado. A decoração lúdica é visível por todos os cantos. Na Rua Coberta, há espetáculos de música e teatro, além de oficinas para a criançada. A Parada de Páscoa completa o clima festivo, com desfiles pela região central aos fins de semana.

HOSPEDAGEM EM GRAMADO: Não é à toa que Gramado-RS figura entre os principais destinos turísticos do Brasil. Não bastasse a hospitalidade natural dos moradores, a Região das Hortênsias oferece opções variadas de hospedagem. São mais de 19 mil leitos disponíveis, considerando hotéis e pousadas em Gramado e na cidade vizinha de Canela.

O centrinho de Gramado, cortado pela Avenida Borges de Medeiros (a principal da cidade), é uma excelente introdução à região, e se hospedar por ali pode ser mais caro, mas é uma boa opção. No passeio, dá para visitar a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, de meados do século 20. Ela não é muito grande, então seu principal atrativo é o fato de ter sido construída com pedras basálticas e as estátuas dos 12 apóstolos de Jesus que adornam a praça diante dela.

Ao lado está o Palácio dos Festivais, que sedia o Festival de Cinema de Gramado (em 2016, realizado entre 26 de agosto e 3 de setembro), onde acontece a entrega do Kikito, a nossa versão do Oscar. Outra coisa que também ganhou adaptação nacional é a calçada da fama: diante do palácio, há placas no chão com assinatura de Antônio Fagundes e outros atores brasileiros.

E em Gramado, não precisa andar muito para decidir que já é hora do primeiro café ou chocolate quente do dia (daqueles bem encorpados). Portanto, basta atravessar a avenida para chegar à Rua Coberta, com diversos cafés, restaurantes e lojinhas. É bem turística? É, mas os preços não são tão mais altos que no restante da cidade; o único problema é que os lugares são disputados – principalmente em dias de chuva, no inverno ou durante o Natal Luz, quando a via ganha decoração especial.

A área central compreende ainda uma série de lojinhas de roupas, acessórios, suvenires e, claro, sapatos. Ali tem a Panvel, a rede de farmácias da região Sul com linha própria de cosméticos. O que também tem aos montes são as lojas de chocolates. As principais marcas da região são Prawer, Caracol, Florybal e Lugano, com pelo menos algumas décadas de tradição.

A Lugano, inclusive, administra o Mundo de Chocolate, ainda na Borges de Medeiros. Da Torre Eiffel ao carro do Mr. Bean e o Taj Mahal, o espaço reúne mais de 200 esculturas feitas com a guloseima. Há uma pirâmide de chocolate fosco para evidenciar sinais de deterioração, um trecho da Muralha da China que é a peça mais pesada do local, além da icônica torre francesa, que levou 110 horas para ser concluída, pesa 800 quilos e conta com, aproximadamente, 1.500 parafusos de chocolate.

Ainda a pé, vale seguir até a Praça das Etnias. Muito conhecida pela área da forneria, onde diversas comunidades gaúchas se revezam para vender cucas, pães e outras delícias gastronômicas. O melhor? É tudo bem baratinho: com R$ 10 dá para provar o pão com linguiça, a minicuca de doce de leite e ainda levar uns biscoitinhos para casa – pagamento só em dinheiro! Ali também está a Casa do Colono, loja que aumenta o número de opções engordativas à disposição, com embutidos, geleias, biscoitos, além do tradicional chimarrão – bebida tradicionalíssima feita com erva-mate e água bem quente.

Se calhar de viajar e estiver aquele friozinho em que os termômetros registram menos de 10 °C, melhor não fugir do clichê mais saboroso da região e se programar para uma noite de fondue. No Restaurante Colosseo, a Sequência de Fondue na Pedra custa R$ 89 por pessoa, mas você come à vontade. Ela inclui a tradicional de queijos, com diversos tipos de pãezinhos; as carnes (como filé mignon, picanha e frango) para cozinhar na pedra, que chega bem quente à mesa para que você mesmo prepare sua refeição; além, é claro, da fondue de chocolate para a sobremesa.

Diversão em grande escala

Quando o assunto é diversão, tem um endereço que é cada vez mais sinônimo de Gramado: o Snowland, parque de neve indoor com 16 mil m², a seis quilômetros do centro. Com menos de três anos de funcionamento, teve investimento de R$ 60 milhões e se tornou um dos grandes atrativos locais. Ele tem capacidade para receber mais de 3 mil pessoas por dia.

Primeiro contato de muitos brasileiros com esportes de inverno, funciona o ano todo e está dividido em duas áreas. O Vilarejo Alpino compreende minicentro comercial, pista para patinação no gelo, simulador 7-D e praça de alimentação – tudo com decoração e arquitetura que remetem aos Alpes Suíços. A outra é a Montanha de Neve e, para ter acesso, o visitante precisa vestir uma roupa térmica disponibilizada pelo parque (já no valor do ingresso), pois a temperatura do ambiente é baixa, entre -3 °C e -5 °C.

Ali, é normal ouvir gritinhos animados de quem se aventura na pista de 120 metros para praticar esqui ou snowboard. Você pode alugar o equipamento no local, e também contratar aula com os instrutores. Já o tubing é uma espécie de boia em que o visitante senta, segura nas bordas e desliza pista abaixo. Simples assim, é uma opção que não exige experiência nem gastos adicionais.

Por outro lado, provando que clássicos ostentam o título por um motivo, o Mini Mundo segue como uma das atrações mais visitadas da cidade, mesmo depois de décadas desde sua fundação. É praticamente uma cidade em miniatura, que reúne réplicas de construções de diversas partes do mundo, além de ferrovia, aeroporto, barcos, carros e até uma ciclofaixa recém-inaugurada – quase tudo 24 vezes menor do que a realidade. A reprodução do Castelo de Lichtenstein é uma das mais populares, junto com a do Museu Paulista, que tem 171 janelas e 84 portas como o prédio original.

Cheias de detalhes, as obras rendem fotos divertidas! Quando chegar, procure o Nelson, que, diariamente, faz visitas guiadas com direito a piadas, curiosidades e dicas de onde fazer os tais cliques com ilusões de ótica. Ele contou que são mais de 17 pontos, mas esse número sempre aumenta. Enquanto isso, fotografava uma família que aparentava estar menor do que a réplica em miniatura da Igreja Matriz de Santo Antônio, de Tiradentes (MG). Foi impossível não sorrir com a cara de espanto do garoto de 8 anos ao ver a foto no seu smartphone.

Se o tempo estiver bom, dá para esticar o passeio até o Parque do Lago Negro, a cerca de dois quilômetros de distância. Após um incêndio que arrasou a imensa mata na região, Leopoldo Rosenfeldt criou o lago, decorando os arredores com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha – o nome, portanto, não é por conta das águas. Um passeio a pé pelas margens, repletas de hortênsias durante o verão, rende belas fotos e não custa nada. Também há a opção de entrar na água a bordo dos pedalinhos em formato de cisne.

Ao ar livre

O Gramado Zoo é muito interessante e vai contracorrente do que se espera de muitos desses locais, pois aqui os bichinhos colaboram para a educação ambiental. Tem araras vítimas do tráfico, onça-pintada que era mantida em lugar irregular e coruja que ficou com uma asa só depois de ser atingida por um tiro de chumbinho. São mais de 1.500 animais da fauna brasileira que estão aqui porque foram apreendidos, vítimas de algum tipo violência, ou nasceram em cativeiro e não se adaptariam à natureza.

No lugar das jaulas, há espaços com vidros blindados e viveiros de imersão reproduzem o habitat das espécies. Em todos, os animais têm um ponto de fuga, área que o público não consegue ver. É uma forma de respeitá-los e, por isso, é preciso entender que talvez você visite o local, mas não consiga ver o pinguim, por exemplo, pois ele se esconde depois de ser alimentado. Há plaquinhas espalhadas por todos os lados, explicando de onde é cada animal, se está ou não em extinção, detalhes sobre sua alimentação e outras informações.

O trajeto pelo zoológico pode ser feito a pé, por um caminho pavimentado, seguindo a sinalização sem acompanhamento de um profissional. Contudo, quem gosta de ouvir explicações pode se programar para ir ao local aos sábados, quando acontece visita guiada – geralmente por um dos biólogos ou veterinários que trabalham no local – sem custo adicional ao valor do ingresso.

Aproveitando que o local fica em Várzea Grande, bairro mais afastado do centro, vale a pena combinar ao passeio uma visita ao Le Jardin Parque de Lavanda, com acesso gratuito – de carro, são apenas cinco minutos desde o zoo. Esse é um espaço para passear, observar o jardim que permanece florido o ano todo, com diversas espécies de plantas, independente da floração das lavandas entre outubro e dezembro. O lugar conta, ainda, com estufas abertas ao público, loja temática que comercializa cosméticos e outros artigos inspirados na flor que dá nome à atração e um pequeno café.

Por Thelma Lavagnoli – Revista Viajar pelo Mundo

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