Berlim em 4 dias

abril 16, 2019 blogdoguru No comments exist

Com quatro dias em mãos, você monta um roteiro bem eclético em Berlim, percorrendo as principais passagens de sua cronologia, desde quando ela era capital da Prússia no século 18 (reino que ocupava os atuais territórios de países como Alemanha, Polônia e Rússia). Inevitavelmente, muitas das atrações remetem ao domínio nazista, à Segunda Guerra e à Guerra Fria, quando o incontornável Muro de Berlim dividiu a Alemanha em duas: capitalista na porção ocidental x socialista na oriental. Com a queda do muro em 1989, todo esse histórico foi transformando a capital alemã no caldeirão étnico, multicultural, liberal e democrático que se vê hoje. Os principais pontos turísticos se concentram no Mitte, região que pode ser considerada como um centro histórico e, portanto, ideal para se hospedar. Este roteiro pode ser feito quase todo a pé, mas também sinalizamos quais são as melhores estações de metrô (U-Bahn), além das distâncias a serem caminhadas entre uma atração e outra.

Dia 1

U Hausvogteiplatz ou Französische Strasse

Gendarmenmarkt

Uma das mais belas praças de Berlim fica ainda mais interessante no final do ano, quando recebe as barraquinhas do tradicional mercado de Natal, e no verão, quando vira palco para concertos ao ar livre. Em qualquer época, porém, é possível se maravilhar com a casa de espetáculos Konzerthaus e com as duas igrejas coroadas por torres monumentais, a Francesa e a Alemã – esta última abriga uma exposição sobre o Parlamento Nacional.

Catedral de Berlim (Berliner Dom)

Atravessando o Rio Spree, já na Ilha dos Museus, chega-se à imponente Berliner Dom. De cara, ela lembra a Basílica de São Pedro, no Vaticano – dizem que é a resposta protestante ao templo católico, encomendada pelo imperador da Alemanha Wilhelm II no fim do século 19. A igreja teve sua cúpula destruída na Segunda Guerra e, estando em território da Berlim Oriental após a divisão, ficou um tempo abandonada até ser reconstruída nos anos 1970. Hoje, o pomposo interior abriga um museu sobre sua história, além da bela Escadaria Imperial. É possível subir ao domo para vistas panorâmicas. berlinerdom.de, € 7

Prepara!

Berlim tem uma ótima rede de transporte público, com ônibus, bonde e metrô (U-Bahn é quase sempre subterrâneo, enquanto S-Bahn é de superfície). A cidade se divide em três zonas, sendo a A de interesse turístico e a B onde fica o aeroporto de Tegel – os bilhetes mudam de preço de acordo com a área. Você pode comprar os tíquetes em máquinas disponíveis na maioria das estações, nos pontos de parada ou dentro dos bondes/ônibus (mas não em todos, melhor garantir antes). A passagem avulsa custa a partir de € 1,70 e há também passes válidos para quatro dias por € 9,90. Antes de embarcar, é preciso validar o bilhete – no metrô, as máquinas estão localizadas nas plataformas. Boa ideia também é comprar o Berlin Welcome Card, que combina transporte público + descontos de até 50% em cerca de 200 atrações por preços a partir de € 19,90, com validade entre dois e seis dias.

DDR Museum

Este é o museu mais interessante para entender como era a vida nos tempos de Alemanha dividida. Focado na Deutsche Demokratische Republik (DDR), o espaço interativo exibe objetos originais que faziam parte do dia a dia (nada democrático) da Berlim Oriental, incluindo alimentos, utensílios domésticos e até um carro Trabant, cuja compra dependia de anos de fila. Há seções dedicadas ao Muro de Berlim; as salas que reproduzem os cômodos de um apartamento residencial de um típico prédio comunista são uma verdadeira viagem no tempo – com gavetas que podem ser fuçadas e TV transmitindo os programas da época. ddr-museum.de, € 9,80

Alexanderplatz e Fernsehturm

A praça serve como um grande centro comercial, mas é principalmente um ótimo ponto para se localizar em Berlim: é que nela fica a Torre de TV, oficialmente Fernsehturm, avistada de várias partes da cidade. É, afinal, a estrutura mais alta do país, com 368 metros, e foi construída nos anos 1960 pela Alemanha Oriental. E é claro que, do alto dela, a vista encanta: o mirante fica a mais ou menos 200 metros de altura, abaixo do restaurante giratório The Sphere e do bar 203. Na praça, há ainda o Relógio Mundial, que mostra as horas em várias cidades do mundo, a Fonte da Amizade Internacional, a Fonte de Netuno, a igreja Marienkirche e o prédio de tijolinhos vermelhos da prefeitura.

Fernsehturm: € 15,50 (€ 19,50 com fura-fila), tv-turm.de

ONDE COMER

Próximo à Gendarmenmarkt, a tradicional cervejaria bávara Augustiner (augustiner-braeu-berlin.de) tem localização privilegiada. Além da cerveja, seu cardápio de comidas típicas alemãs é bem atraente. Nas mesmas redondezas, o Sagrantino (sagrantino-winebar.de) é um ótimo restaurante italiano com atendimento cortês, excelente comida, ambiente muito agradável e preços acessíveis.

Comida de Rua

Berlim não é Berlim sem sua comida de rua a preços muito amigos. Um grande clássico é o currywurst, salsicha com ketchup e curry, normalmente servida com batata frita. Entre os endereços mais famosos, está a lanchonete Curry 36. Imperdível também é provar o döner kebab, uma herança da comunidade turca de Berlim – que por aqui a gente chama de churrasco grego.

NOITE: Hackescher Markt

Bastante turística, esta praça reúne vários bares, restaurantes e lojas. Boa sugestão para o jantar é a Brauhaus Lemke (lemke.berlin), uma moderna cervejaria berlinense com comida típica e uma ótima variedade de cervejas. Às quintas e aos sábados, a praça vira palco para uma feirinha com comidas e artesanatos. Perca-se também no complexo art nouveau Hackesche Höfe, formado por oito pátios interligados e repleto de mais lojas e restaurantes.

Programe-se

Ilha dos Museus (Museuminsel)

Flutuando no meio do Rio Spree, este conjunto cultural poderia ocupar um dia inteiro. Ao todo, são cinco museus dedicados a diferentes temas – você pode encaixar a visita neste primeiro dia, mas quantos visitar e quanto tempo dedicar ao passeio fica a seu critério. Considere também que talvez seja menos cansativo voltar outro dia se quiser fazer mais de um. A seguir, para facilitar sua escolha, veja quais são os museus e que assuntos abordam:

Pergamonmuseum: as coleções se dividem em Antiguidade Clássica, Oriente Médio e arte islâmica. O nome do museu vem justamente de sua obra-prima, o Altar de Pérgamo, um santuário de 165 a.C. Outros destaques são o Portão do Mercado de Mileto e a Porta de Ishtar, um dos acessos da muralha de Babilônia.

Neues Museum: Egito Antigo, Pré-História e Antiguidade são os temas centrais, com menção honrosa para o busto da rainha Nefertiti, talhado há mais de 3 mil anos. Outra obra imperdível aqui é o Chapéu de Ouro de Berlim, um adereço cônico usado por sacerdotes na Idade do Bronze.

Altes Museum: o foco são a Grécia e a Roma antigas – como já entrega seu prédio clássico. O acervo é composto sobretudo por esculturas (incluindo de Júlio César e Cleópatra), mosaicos, cerâmicas e joias.

Alte Nationalgalerie: a arte europeia do século 19 está bem representada por mais de 2 mil obras, incluindo trabalhos de Monet, Renoir e Rodin – mas o foco são mesmo os artistas alemães.

Bode-Museum: aqui reinam esculturas desde a Idade Média até o século 18, focando em trabalhos europeus. Arte bizantina e numismática (coleção de moedas) também abrilhantam esse museu que fica bem na pontinha da ilha, todo rodeado por água – rendendo um dos cliques mais famosos de Berlim.

O ingresso individual de cada museu custa entre € 10 e € 12. O bilhete combinado para os cinco sai por € 18, smb.museum

Dia 2

U Kochstrasse/ Checkpoint Charlie

Topografia do Terror

Começar o segundo dia por este endereço é essencial para entender toda a história da cidade e da Alemanha em geral: tudo vai fazer mais sentido depois que você tiver um panorama sobre como os fatos se desenrolaram antes, durante e depois do Holocausto. De acesso gratuito, este centro de documentação ocupa a antiga sede da Gestapo, a polícia secreta nazista. No entorno, junto a partes preservadas do Muro de Berlim, quinze painéis com textos e fotos ao ar livre abordam o período de 1933 a 1945, desde a chegada do nazismo ao poder até o fim da guerra, focando nos crimes cometidos contra os judeus. Dentro do prédio, a exibição continua com foco nas instituições de segurança nazistas e suas ações em toda a Europa. topographie.de, grátis

Checkpoint Charlie e Museu do Muro

Um dos postos de controle para quem transitava entre a Berlim Oriental e a Berlim Ocidental durante a Guerra Fria, a guarita no meio da rua Friedrichstrasse hoje funciona como um marco para turistas, que ali podem tirar fotos com guardas vestidos a caráter. Trata-se de uma réplica: a cabine original foi levada para o Museu dos Aliados, de entrada gratuita, a 11 quilômetros daqui. Ao lado do Checkpoint, fica o Museu do Muro (Mauermuseum), que conta histórias sobre as tentativas de fuga na época da Berlim dividida, exibindo artefatos originais usados nas empreitadas, como um balão de ar quente e um submarino. Apesar de interessante, o acervo é confuso e se divide em salas apertadas. Museu do Muro: mauermuseum.de, € 14,50

Bunker de Hitler

Não espere ver nada além de um estacionamento e prédios residenciais, mas é interessante saber que embaixo da terra, naquele mesmo local, Hitler se escondeu e se matou durante a invasão soviética em 1945. O bunker foi destruído logo depois, e hoje uma placa dá mais informações sobre como era a planta do complexo subterrâneo.

Memorial aos Judeus Mortos na Europa

Também chamado Memorial do Holocausto, presta homenagem às 6 milhões de vítimas do regime nazista. O monumento ao ar livre é formado por mais de 2.700 blocos de concreto com diferentes alturas, em uma área de 19 mil m2. Assemelhando-se a um cemitério, a ideia é transmitir a intranquilidade de um sistema supostamente ordenado, mas completamente sem razão humana. Nos subterrâneos, um centro de informações exibe documentos, fotos e textos sobre os judeus mortos e a extensão do Holocausto pela Europa.
stiftung-denkmal.de, grátis

Portão de Brandemburgo

O arco do triunfo, reconstruído em 1791 a partir de uma porta de acesso à cidade, virou símbolo da divisão de Berlim durante a Guerra Fria. Ele foi aberto ao trânsito de carros e pessoas em 1989, com a queda do Muro, e se transformou no cartão-postal máximo da cidade. Daqui parte a belíssima avenida Unter den Linden, que norteia o antigo território socialista e é polvilhada por prédios monumentais.

Potsdamer Platz

Devastada na Segunda Guerra e dividida pelo Muro de Berlim (cujo traçado ainda pode ser visto no chão), esta intersecção de avenidas se tornou símbolo da renovação alemã, rodeada por prédios modernos e áreas gramadas. Um dos endereços mais populares é o Sony Center, complexo de arquitetura futurista que reúne apartamentos, lojas, restaurantes, escritórios, cinemas e uma atração temática de Lego. Para ver a cidade do alto, suba ao Panoramapunkt, mirante no 24º andar de um prédio, aonde se chega a bordo do mais rápido elevador da Europa. Lá em cima, uma exposição multimídia ao ar livre mostra a transformação da Potsdamer Platz ao longo da história. Panoramapunkt:
panoramapunkt.de, € 6

ONDE COMER

Nos arredores da Potsdamer Platz, o Amrit (amrit.de) é um restaurante indiano com ambiente agradável, bom atendimento e comida deliciosa, não necessariamente apimentada. Dentro do Sony Center, a cervejaria Lindenbräu (bier-genuss.berlin) mistura a culinária austríaca, bávara e berlinense. Por ali, no hotel The Mandala, o Facil (facil.de) é provavelmente o restaurante com duas estrelas Michelin mais acessível da cidade, com comida moderna e criativa. O restaurante do chef Tim Raue (tim-raue.com), perto do Checkpoint Charlie, também leva duas estrelas por sua gastronomia inventiva – se optar pelo almoço, abre só de sexta e sábado.

NOITE: Prenzlauer Berg

Antigo bairro operário que pertencia à Berlim Oriental, a área chegou a atrair muitos artistas antes da reunificação, o que rendeu ares boêmios que perduram até hoje, reforçados por uma faceta hipster em lojas independentes e cafés descolados (justificando um passeio durante o dia também). A gentrificação, porém, reformou os prédios elegantes, elevou os preços e trouxe muitos estrangeiros e jovens famílias. Há vários bares e restaurantes especialmente nos arredores das praças Kollwitzplatz e Park am Wasserturm, bem como ao longo das ruas Kastanienalle e Rykestrasse. Por aqui fica também o Mauerpark, famoso pelo karaokê no verão.

Programe-se

Reichstag – Neste dia, você pode incluir a visita ao prédio (Reichstag) do Parlamento Alemão (Bundestag), que fica perto do Portão de Brandemburgo. Gratuito, o passeio precisa ser agendado previamente pela internet, com horário marcado – por isso, programe seu roteiro de acordo com esse compromisso. Nossa sugestão é deixar para o fim do dia, aproveitando o pôr do sol, já que um dos pontos altos da visita é a subida à cúpula de vidro que dá toques modernos ao prédio de 1984. No terraço, há um restaurante que abre para almoço e jantar. visite.bundestag.de

Dia 3

U Eberswalder Strasse

Berlin Wall Bike Tour

Berlim é uma cidade totalmente bike-friendly – e sobre duas rodas é o melhor jeito de ver o que sobrou do fatídico muro da Guerra Fria, que chegou a ter 160 quilômetros de extensão até ruir em 1990. Neste tour guiado, pedala-se por 15 quilômetros cobrindo pontos-chave da antiga fronteira, desde o já visitado Checkpoint Charlie até o Mauerpark, que hoje ocupa a chamada “faixa da morte” (o espaço entre as duas estruturas que compunham o muro). Passa também pelo Museu Memorial do Muro de Berlim, onde ainda se veem trechos intactos, bem como uma torre de guarda. O ponto de partida é o complexo Kulturbrauerei e o passeio vai das 11h às 14h30.

U Warschauer Strasse

East Side Gallery

Ainda fazendo uma imersão no assunto, agora é hora de ver uma perspectiva diferente do muro. A East Side Gallery dá nova vida a pedaços originais da construção, transformando-os em verdadeiras obras de arte de rua. A céu aberto e à beira do Rio Spree, enfileiram-se cerca de cem murais ao longo de 1.300 metros, pintados por artistas do mundo todo. O grafite mais icônico mostra um beijo entre o estadista soviético Leonid Brejnev e o presidente da Alemanha Oriental Erich Honecker.

Ponte Oberbaum

Atravesse o Rio Spree pela ponte mais pitoresca de Berlim: de 1896, a Oberbaum era uma travessia de pedestres entre as partes oriental e ocidental. Hoje, seu andar de cima é percorrido por linhas de trens; o de baixo é para veículos. Durante a Segunda Guerra, as forças nazistas explodiram a parte central da ponte para impedir o avanço das tropas soviéticas. A reconstrução desse trecho só aconteceria nos anos 1990, em um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava (o mesmo do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro). Da ponte, avista-se a escultura Molecule Men, que parece boiar no rio, atingindo 30 metros de altura.

ONDE COMER

Depois de visitar a East Side Gallery e atravessar a Ponte Oberbaum, é uma boa esticar até o Freischwimmer (freischwimmer-berlin.com), restaurante numa espécie de palafita no Rio Spree, perfeito para curtir o verão na varanda ou o inverno em sua sala de lareira, com comida boa e a preços acessíveis. Por ali também fica o Kantine Kohlmann (kantine-kohlmann.de), restaurante moderno no estilo cantina, com cardápio bem enxuto. A comida é de alta qualidade e bem apresentada, e o bar serve coquetéis ótimos.

NOITE: Kreuzberg

Do outro lado da Oberbaum, eis o bairro mais efervescente de Berlim, que é também um grande caldeirão cultural, reunindo comunidades de turcos e árabes em meio a estudantes, boêmios, hipsters. A região que mais concentra bares e restaurantes fica entre a Heinrichplatz e a Moritzplatz, ao longo da Oranienstrasse. Um dos destaques é o Markthalle Neun, food hall que reúne estandes variados – tem hambúrguer, massa, tapas, sorvete… Nas noites de quinta, rola um festival de comidas internacionais. Outra opção para jantar é o restaurante Der Goldene Hahn (goldenerhahn.de), italiano estilo trattoria com cardápio que muda dia a dia. Querendo curtir a famosa noite berlinense, aqui ficam casas noturnas lendárias, como a S036, a Prince Charles e a Ritter Butzke.

Dia 4

U Hansaplatz ou Bundestag

Tiergarten

Antigo campo de caça, a área verde mais famosa de Berlim abre o dia com caminhadas tranquilas e sem compromisso – vale até fazer um piquenique. A partir do Portão de Brandemburgo, o parque se espalha pela porção oeste da cidade e atinge seu ápice com a Coluna da Vitória (Siegessäule), construída em 1873 para comemorar o triunfo da Prússia contra o Império Austríaco. Com quase 70 metros de altura, ela tem mirante acessível por uma escadaria em espiral com mais de 270 degraus. Outras atrações do parque são o zoológico-aquário, o Jardim Inglês, o Palácio Bellevue (residência presidencial), restaurantes como o TeeHaus e o Café am Neuen See e o centro cultural Haus der Kulturen der Welt (com sua grande torre de sinos). Coluna da Vitória: € 3. Zoológico: zoo-berlin.de, a partir de € 15,50

Ku’damm

Cortando o antigo centro da Berlim Ocidental, a Kurfürstendamm, mais conhecida como Ku’damm, é a principal avenida de compras da cidade, reunindo também restaurantes, bares, cafés, shopping e cinemas ao longo de seus três quilômetros e meio. A parte oeste foca mais nas grifes de luxo, como Chanel, Hermès e Louis Vuitton; a leste, estão H&M, Zara, Forever 21 e afins.

KaDeWe: a loja mais famosa da Ku’ddam é a de departamentos KaDeWe, em atividade desde 1907. Seus sete andares somam 60 mil m² com vestuário, artigos para casa, livraria, eletroeletrônicos, cosméticos, brinquedos, etc. Mesmo quem não for às compras pode se deliciar no sexto andar, com vários balcões gourmet temáticos, que incluem cozinhas italiana, japonesa e francesa, peixes, grelhados, pizzas e muito mais.

Igreja Memorial (Gedächtniskirche):
bem na Ku’damm, a Igreja Memorial Kaiser Wilhelm – também chamada de Igreja Quebrada – ostenta com orgulho sua torre destroçada pela metade, única a não ruir entre as cinco torres originais durante bombardeios sofridos na Segunda Guerra Mundial. Seus sinos estavam entre os maiores da Alemanha no fim do século 19, mas foram derretidos para virarem munição durante a guerra. Seu interior hoje abriga um memorial e uma exposição sobre a história do templo. Ao lado, ergue-se uma igreja moderna, inaugurada nos anos 1960 e forrada com belos vitrais azuis.

U Richard-Wagner-Platz

Palácio Charlottenburg

A casa de veraneio de Sophie Charlotte, rainha-consorte da Prússia no século 17, é um complexo rococó que hoje recebe visitantes em seus aposentos repletos de ouro, prata, cristais e porcelanas. É possível ver mobília original da época, bem como joias, armas, tapeçarias e obras de arte que pertenceram a sete gerações da família real. O parque ao redor do palácio também rende um passeio agradável, com jardins inspirados em Versalhes e um dos mercados de Natal mais populares de Berlim. bit.ly/charlotten-viajar, € 10

ONDE COMER

Nos arredores da Ku’ddam, o Alt-Berliner Biersalon (alt-berliner-biersalon.de) é um típico restaurante berlinense com mais de cem anos de tradição, oferecendo ainda transmissão de jogos e música ao vivo. Também por ali, o Cao Cao (cao-cao.de) é um vietnamita que tem desde opções econômicas até pratos mais elaborados. No topo do hotel 25hours e com vista bacana para o zoológico, o Neni (neniberlin.de) é um moderno restaurante cujos pratos têm influências mediterrânea, austríaca e persa.

NOITE: Neukölln

Famoso pelo velho aeroporto transformado em parque público, o bairro que é um caldeirão étnico também tem boas opções para quem quer curtir a noite, seja em um restaurante, um bar ou uma casa noturna. Para jantar, aposte no italiano Lavanderia Vecchia (lavanderiavecchia.wordpress.com) ou no germano-francês Eins 44 (eins44.com). Para badalar, o Klunkerkranich (klunkerkranich.org) é um rooftop bar com música ao vivo, superdescolado e com vista imperdível, especialmente no pôr do sol.

Berlim o Ano Todo

Qualquer estação do ano tem seu charme na cidade. No inverno, ela vira palco para os tradicionais mercados de Natal, que vendem produtos, comidinhas e bebidas típicas, como o glühwein (quentão). Em geral, eles começam na última semana de novembro e vão até o comecinho de janeiro, em vários pontos da cidade, como a Alexanderplatz, a Gendarmenmarkt e os jardins do Palácio Charlottenburg. Já no verão, Berlim aproveita os longos dias de sol (claros até 22h!) com muitos festivais ao ar livre, bares com jeito de praia na margem do Rio Spree e piscinas públicas como a Badeschiff. Confira 13 programas para curtir o calor na cidade: bit.ly/verao-berlim

Por Cristiane Sinatura | Revista Viajar

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