AUSTRÁLIA (PARTE 2) – MELBOURNE

outubro 23, 2018 blogdoguru No comments exist

Dona de uma qualidade de vida invejável, a segunda metrópole mais populosa da Austrália se orgulha de sua criatividade, estampando- a nas ruas, nos cafés e nas galerias de arte. O centro é todo recortado por travessas chamadas de laneways, a cara mais autêntica da cidade. Elas escondem ótimos restaurantes e lojas de produtos locais (como a Clementine’s, que tem desde comidinhas até bolsas feitas à mão). Tudo salpicado com muita arte urbana – o endereço mais popular nesse sentido é a Hosier Lane, uma viela tomada por grafites que lembra o Beco do Batman paulistano.

Para dar uma geral nas principais atrações turísticas de Melbourne, o City Circle Tram é um bondinho gratuito que pode ser usado como hop- -on-hop-off – suba e desça quando quiser. Um dos pontos de parada é a Federation Square, um complexo moderno que abriga museus, galerias de arte, bares e restaurantes. Sua arquitetura arrojada contrasta com os prédios históricos ao redor, como a estação Flinders Street e a Catedral de São Paulo. Outra construção marcante na região central é a State Library of Victoria, uma das primeiras bibliotecas gratuitas do mundo, que em seu riquíssimo acervo guarda até o diário do fundador de Melbourne. Suba ao sexto andar para apreciar melhor cada detalhe do interior do prédio.

City Circle Tram
City Circle Tram

Os tours oferecidos na cidade mesclam presente e passado com guias muito profissionais e cheios de conhecimento. Eles contam a história dos prédios mais antigos, dos povos que imigraram durante a corrida do ouro e da cultura dos grafites, terminando nos cafés e bares mais escondidos.

Royal Exhibition Building
Royal Exhibition Building

Agora vamos para o outro lado do Rio Yarra: ali fica Kings Domain, um conjunto de parques onde, entre jardins e trilhas, ergue-se um imponente monumento em homenagem aos australianos que serviram nas Grandes Guerras. Do alto do memorial Shrine of Remembrance, o visitante consegue ter um belo panorama da cidade, com o Jardim Botânico logo à frente. No quesito vista, aliás, vale subir até o Eureka Skydeck, considerado o mirante mais alto do Hemisfério Sul. A 285 metros, o observatório no 88º andar de um arranha-céu residencial deixa ver Melbourne em 360 graus – os mais corajosos podem encarar o cubo de vidro que se projeta para fora do prédio.

Kings Domain
Kings Domain

Como toda boa metrópole, Melbourne também está bem servida de museus. A National Gallery of Victoria tem duas grandes alas que abrigam um amplo acervo com mais de 70 mil obras europeias, asiáticas, americanas e da Oceania. No italianíssimo bairro de Carlton, o Melbourne Museum relembra a história dos aborígenes e repassa a diversa fauna australiana. Ao lado, espie se há uma exposição bacana no Royal Exhibition Building, o primeiro edifício do país a entrar para a lista de patrimônios da Unesco. Ele foi construído em 1880 para a Exposição Internacional de Melbourne.

State Library of Victoria
State Library of Victoria

De quebra, a cidade ainda é considerada a capital nacional dos eventos esportivos, sediando anualmente partidas do Australian Open, o Grand Prix da Fórmula 1 e os campeonatos de críquete e rúgbi, entre outros. Mas o mais curioso é mesmo a Melbourne Cup: desde 1861, essa é uma das corridas de cavalo mais importantes do mundo. Shows e festas, além de verdadeiros desfiles de alta-costura, acontecem nos intervalos das competições.

Compras, comes e bebes

Outra marca registada de Melbourne, além das laneways, são as arcades – passagens cobertas tomadas por lojas. No centro, a Block Arcade é um marco arquitetônico inaugurado em 1892 durante a corrida do ouro – entre muitos negócios locais, destaca-se a tradicional Hopetoun Tea Rooms, que serve um famoso chá da tarde com sanduíches, petit fours e frutas. A novidade na galeria fica por conta da Beechworth Honey, que comercializa mais de 40 tipos de mel australiano.

Vitrine Hopetoun Tea Rooms
Vitrine Hopetoun Tea Rooms

Ao lado da Block Arcade, fica a Royal Arcade, o centro de compras mais antigo de Melbourne. Seu prédio construído em 1869 liga a Rua Bourke com a Elizabeth e a Little Collins. É lá que ficam lojas gracinhas como a Melbourne Shop e seus suvenires inspirados na cidade. Em frente, o Centreway Arcade guarda dois endereços perfeitos para quem curte objetos de decoração e roupas descoladas: a Monster Threads e a Hoot.

A visita a Melbourne não estará completa sem uma passadinha em seus cafés. Charmosos e concorridos, eles são pontos de encontro incontornáveis: prepare-se para fazer uma busca apurada até descobrir o seu preferido. Os grãos trazidos da Etiópia, Colômbia e do Brasil geralmente são torrados em centros especializados e distribuídos pelas melhores lojas. Comece o tour por nomes como Dukes Coffee Roasters, Proper & Son e Captains of Industry – este último também é uma loja quase artesanal de sapatos e artigos de couro masculinos.

Para refeições com mais substância, aposte no Fatto Bar, um restaurante italiano que fica à beira do Rio Yarra, ou no delicado Cumulus Up e seu menu australiano contemporâneo. Agora, se sua pegada está mais para coquetéis clássicos e originais, anote aí os melhores endereços para se esbaldar na noite de Melbourne: o Eau de Vie e o Rooftop at QT Hotel vivem lotados; já o Go Go Bar, na parte de baixo do badalado restaurante Chin Chin, é um dos novos queridinhos dos locais.

Esticadas A PARTIR DE MELBOURNE:

Great Ocean Road

Uma fileira de blocos de rocha despontando do mar convida os carros a pararem para tirar uma, dez, mil fotos. São os Doze Apóstolos, cartão-postal da Great Ocean Road – uma das rotas panorâmicas mais bonitas do mundo, que corre por 240 quilômetros ao longo de praias, penhascos e pequenas cidades. O ideal seria separar dois dias só para fazer o trajeto com calma. Mas quem está em Melbourne e tem pouco tempo pode contratar uma excursão para conhecer os destaques da rota, que começa a 80 quilômetros da cidade.

Doze Apóstolos 2
Doze Apóstolos

Um dos pontos mais bonitos é a Bells Beach, endereço de ondas perfeitas e casa da competição de surfe Rip Curl Pro. Por ali, em Aireys Inlet, fica o histórico farol de Split Point, construído em 1891 – que oferece tour guiado com subida ao topo (imagine as vistas!). Noventa quilômetros adiante, vale uma paradinha em Apollo Bay – melhor ainda se for em fevereiro, quando acontece um festival de frutos do mar. Lá também fica o farol Cape Otway, considerado o mais antigo do país.

Depois de mais uma hora e meia dirigindo, chega-se enfim ao parque nacional Port Campbell, onde ficam os Doze Apóstolos. Essas 12 grandes colunas de arenito, de até 45 metros de altura, foram formadas há 20 milhões de anos e se desprenderam do continente devido à ação das ondas e dos ventos. Mesmo sendo impressionantes vistas da terra, só nos damos conta da sua magnitude durante um passeio de helicóptero, que sai do centro de visitantes à beira da estrada.

Doze Apóstolos
Doze Apóstolos

Próximo aos Doze Apóstolos fica outro cenário surpreendente: a Loch Ard Gorge, um conjunto de falésias que formam uma pequena praia com água esverdeada. Em seguida, London Arch também merece a visita. Sua estrutura rochosa era cortada pelo mar em sua base, contudo parte dessa formação ruiu, destruindo o arco que lhe deu o nome.

Quem tem mais tempo na Great Ocean Road (pernoitando em hotéis como o Alkina Lodge) pode fazer passeios de bicicleta, trilhas, caiaque, aulas de surfe, tirolesa e arvorismo. Isso sem deixar de lado as delícias gastronômicas da região, provadas em restaurantes como Swing Bridge e Pickled Pig, no café e bar Pavilion e na cervejaria Great Ocean Road Brewhouse. Deguste também os ótimos queijos feitos na Apostle Whey Cheese e prove os vinhos da Bellbrae Estate.

Yarra Valley

A região de Yarra Valley abriga algumas das melhores vinícolas do estado de Victoria. Graças ao seu microclima ameno, mais de 70 endereços produzem principalmente rótulos de Riesling, Chardonnay, Pinot Noir e Shiraz.

Domaine Chandon
Domaine Chandon

Comece seu tour pela Oakridge Wines, uma vinícola moderna e famosa pela adega e pelo restaurante do jovem chef Matt Stone, que criou um menu feito apenas com produtos locais. A próxima parada pode ser para comprovar a fama de Yarra Valley em relação aos espumantes: a Chandon abriu sua própria produção no vale para combinar o terroir australiano com a tradição francesa, oferecendo degustações a quem quiser visitá-la (a partir de AU$ 20).

Para terminar, nada melhor do que uma visita a Four Pillars, em Healesville. Essa destilaria foi uma das pioneiras na produção de gins artesanais na Austrália. Sua filosofia é dividida em quatro pilares: a qualidade dos alambiques, a água, os botânicos australianos combinados com elementos vindos da Oceania, Europa e África e, por fim, um bocado de paixão pela bebida. As degustações começam em AU$ 10.

Fonte: Viajar pelo Mundo

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