Roma e Toscana – Itália com Amor – parte 1 de 2

fevereiro 26, 2019 blogdoguru No comments exist

As massas caseiras que chegam à mesa em pratadas fumegantes e encontram harmonia em boas taças de vinho da casa. As paisagens que, apesar de renderem chuvas de likes, não podem ser traduzidas pela tela de um celular. A história que parece brotar do chão como se, num piscar de olhos, voltássemos a viver 3 mil anos atrás. É estímulo para o paladar, para os olhos e para a mente. A Itália, afinal, é generosa assim: nos dá fome, ao mesmo tempo que a sacia – seja comida ou experiências. Roma é a entrada: provoca o apetite e, como um resumo fiel da Itália, abre caminho para o que há de vir pela frente. E, como dizem por aí que mesmo uma vida inteira não bastaria para desfrutar plenamente a capital italiana, por que não repetir uma, duas, dez vezes? E o prato seguinte é tão delicioso que fica impossível resistir: a Toscana, temperada com boas pitadas de vinhos, vilas medievais e estradas cênicas. A Flot Viagens tem muitos roteiros pela região assim como toda a Itália. Bom apetite!

Roma

Dos clássicos aos achados que só quem morou lá conhece, montamos dois cenários para a capital italiana: um para quem vai pela primeira vez, e outro para quem não aguentou de saudades e está voltando.

Durante um ano e meio, morei em Roma, a bela capital italiana. Da minha janela eu via, todos os dias, quase três milênios de história traduzidos em ruínas, palácios, fontes, praças, igrejas… Fica ali, tudo junto e misturado, no meio das avenidas, dos escritórios, dos cafés, no meio da vida do romano que vê, do quintal de casa, a herança intocada deixada por essa cidade tida como eterna.

Ela já foi o centro do mundo quando regia o Império Romano e a Igreja Católica. Foi também o berço de gênios renascentistas e barrocos que deram um novo rumo às artes. Capital do país desde 1870, Roma é a prova de que não precisa parar no tempo para ser clássica e nem perder as raízes para se render ao novo. Veja você mesmo, seja viajando para lá pela primeira vez ou voltando pela décima – ela vai sempre surpreender!

Teto da Capela Sistina

A estreia em solo romano

De cara, uma boa notícia para o viajante que debuta na capital italiana: no centro histórico está a melhor fatia da cidade, com atrações quase enfileiradas. Então é só se concentrar nesse trecho e ter força nas canelas para visitar esse museu a céu aberto que é Roma. O metrô não chega até o miolo, pois tem apenas duas linhas. A limitação é devido ao subsolo, com mais de 2 mil anos de história: sempre tem algo novo surgindo em cada escavação.

Coliseu

Mas de metrô se chega ao Coliseu, ponto de partida infalível para uma jornada pelos clássicos. Palco de épicas disputas de gladiadores, o maior anfiteatro da capital foi construído em 72 d.C no terreno pantanoso onde estava o palácio do imperador Nero, a Domus Aurea. Para compreender cada pedacinho dessa obra admirável, contratar um guia é de grande ajuda, especialmente as opções que evitam as filas gigantescas. É bom ficar atento também aos “gladiadores” que cobram para tirar fotos com os visitantes. Antes de posar com um sorrisão ao lado do lutador, negocie o preço.

Em seguida vale visitar a Colina do Palatino, uma das sete montanhas romanas. Basta cruzar a Via Sacra – rota em que se alinham templos, arcos e igrejas – e entrar em um dos locais mais agradáveis da Antiguidade. Com ladeiras repletas de pinheiros e flores silvestres, esse foi o lugar, segundo a lenda, onde Rômulo e Remo foram criados. Dê uma espiada no fórum romano, antigo centro da vida pública local, e continue a andança.

Forum Romano

O quadrilátero que vem a seguir é igualmente intenso: ao tomar a Via di San Gregorio, chega-se ao Circo Massimo, arena antiga que teria sido palco dos primeiros jogos romanos. A curiosa Bocca della Verità, imagem de um rosto esculpido no mármore que teria o poder de detectar mentiras, fica à esquerda da entrada da bela igreja medieval de Santa Maria in Cosmedin – diz a lenda que os mentirosos têm a mão mordida pela boca.

Alguns passos e chega-se à Piazza del Campidoglio, mais uma colina da cidade, que sedia a Comune di Roma, órgão semelhante à prefeitura no Brasil. A praça é uma obra-prima de Michelangelo, que desenhou também a escadaria de acesso e a estátua central, em homenagem a Marco Aurélio. Atualmente está exposta ali uma réplica – a obra original é uma das atrações do vizinho Musei Capitolini, o mais antigo museu público do mundo, de 1734. Gigantesco, ele é formado por três palácios e abriga a Loba Capitolina, a mitológica estátua da loba com os irmãos Rômulo e Remo, que remete à fundação de Roma. No acervo ainda estão a Medusa, de Gian Lorenzo Bernini (grave esse nome, pois ele é quase onipresente na cidade) e pinturas de Caravaggio.

A maratona romana segue para a Piazza Venezia, a rotatória mais nervosa da cidade, na qual Benito Mussolini pregava os seus discursos fascistas. Nela está o Monumento Nacional a Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália unificada. Superlativo, tem 17 mil m² e demorou 50 anos para ficar pronto. Sua arquitetura em mármore branco é um contraponto ao visual da região. Vale lembrar que, para chegar aqui partindo do Coliseu, há um caminho mais rápido pela Via dei Fori Imperiale, uma das mais belas e icônicas da cidade, com suas margens tomadas por preciosas áreas de preservação arqueológica, como o Mercado de Trajano.

Fontana de Trevi

A partir da Piazza Venezia, pela Via del Corso, em dez minutinhos de caminhada a Fontana de Trevi surge. Inaugurada em 1762 e revitalizada em 2015, a maior fonte do barroco italiano voltou mais esplendorosa do que nunca. Aqui, foi rodada uma das cenas mais famosas do cinema, na qual a atriz Anita Ekberg dança em suas águas no clássico de Fellini A Doce Vida (1960). Tome o tempo que precisar para admirá-la com calma e jogar sua moedinha, tentando driblar a multidão.

Seguindo pela Via delle Muratte, outro desfile: dessa vez é o Panteão, uma bem preservada construção da Roma Antiga com mais de 2 mil anos de história. Sua cúpula é um dos maiores exercícios de inteligência da arquitetura: com 43,5 metros de diâmetro, tem uma abertura que jorra no interior do prédio uma luz magnífica; e graças a um ferrenho sistema de drenagem, quando chove, nenhuma gota sequer cai dentro.

Box: Decifrando o Roma Pass

Como muitas cidades turísticas, a capital italiana tem um cartão que agrega vantagens ao turista. Dá para comprar pela internet previamente (romapass.it), mas é item fácil de achar em bancas, estações, aeroporto e pontos turísticos. Há duas opções de bilhetes: 48 horas custam € 28 e 72 horas saem por € 38,50, que cobrem o sistema público de transporte e diversas atrações, além de darem descontos em restaurantes. Vale ressaltar que o complexo Coliseu, Palatino e Fórum Romano conta como uma atração só, e o Vaticano não integra o sistema.

Quero comer bem

Assimilar o que se viu é uma boa desculpa para instalar-se no Armando al Pantheon, um dos poucos restaurantes do centro histórico frequentado pelos locais por ser fiel à cozinha romana autêntica – coisa rara nos estabelecimentos desse perímetro. Aqui vale um parêntese sobre a comida da cidade. Sabe aquele ditado: “Em Roma, faça como os romanos”? Leve a sério, sobretudo quando o assunto é comer bem! Tudo porque a cozinha italiana é bem diversa e cada uma das 20 regiões tem seus pratos tradicionais. E quando se está na capital, lasanha, risoto e polenta não são regionais! Mas sim massas como carbonara (ovo, pancetta e pimenta- -do-reino), amatriciana (molho de tomate, pancetta e pimenta vermelha forte), cacio e pepe (pimenta-do-reino e queijo pecorino). Entre os clássicos da comida de rua, ao lado da pizza quadrada, estão os “fritos”, como o bolinho supplì (à base do mesmo arroz que se faz o risoto, misturado com ragù de carne e muçarela) e a fiori di zucca, que é a flor de abobrinha empanada, com recheio de queijo e aliche. Fora isso, são muito comuns os pratos que levam a terminologia alla romana, caso da tripa (molho de tomate e hortelã), do nhoque (de semolina) e do saltimbocca (vitela, presunto cru e sálvia).

Recomeçando nosso roteiro pós-comilança, na linda Piazza Navona perca um tempinho olhando suas três fontes, a feirinha de artes, igrejas e palácios icônicos, como o que abriga a Embaixada Brasileira – com visita grátis e em português. Logo, vem o Campo de Fiori, famoso durante o dia pela feira, a mais antiga da capital, e pela noite, quando vira um point badalado e é a deixa perfeita para pedir um tradicional aperitivo, costume italiano típico no qual, ao pagar por um drinque, várias comidinhas acompanham como cortesia. Pratique: o Obicà Mozzarella Bar tem ótimos coquetéis, como o típico Spritz – feito de Aperol, espumante e rodela de laranja. Uma vez nessa praça, com fome ou não, entre em uma portinha chamada Forno, pois mora aqui a melhor pizza romana: ela é quadrada e vendida em pedaços embrulhados em papel, para comer com as mãos.

Seguindo em frente

Há novos caminhos para desvendar e dessa vez vamos à Piazza di Spagna, famosa pela escadaria que leva à bela Igreja Trinità dei Monti. Aproveite esse miolinho para desfilar pela Via Condotti, a rua das grifes, esnobando com lojas Dior, Prada, Armani, Hermès, Jimmy Choo. A via hospeda ainda o mais antigo bar romano, o Antico Caffè Greco, de 1760. Nas ruas paralelas, o ritmo de compras continua para lojas mais possíveis, como H&M e Zara, e redes italianas, como Intimissi, de lingerie, e a Kiko, de beleza e maquiagem. O passeio histórico volta à Piazza del Popolo, marcada pela fonte de leão, pelo obelisco egípcio e pela igreja Santa Maria del Popolo, que acolhe obras de Caravaggio, Rafael, Bramante.

Villa Borgheses

E em pleno centro, a Villa Borghese, o maior parque da capital, esbanja 80 hectares de área com muito verde, lagos, fontes, zoológicos, restaurantes e mil cantinhos para piquenique. Guarda ainda a Galleria Borghese, que possui um dos maiores acervos da Europa, com peças de Rafael, Canova, Ticiano, Rubens, Leonardo da Vinci. Caravaggio e Bernini, por exemplo, têm salas exclusivas dedicadas às suas obras. De um de seus mirantes, o Pincio, contempla-se o mais belo pôr do sol da cidade, disputado e incontavelmente fotografado.

Box: E a Termini?

A estação central engloba terminais de ônibus, metrô e trens que cruzam o país e, como tal, é a região que mais concentra hotéis e hostels. Ali, há alguns ícones a serem vistos, como o imponente Teatro dell’Opera, que já hospedou clássicos de Mozart e Verdi, e o Museu Nacional Romano, que inclui as Termas de Diocleciano. As basílicas de Santa Maria Maggiore e a San Giovanni in Laterano estão nessa face da capital; e elas, ao lado da São Pedro e da San Paolo Fuori le Mura (fora do centro histórico), compõem o conjunto das quatro basílicas papais.

A vez do Vaticano

Praça São Pedro

Hora de ir para o outro lado da cidade! Das várias vias de acesso à margem direita do Rio Tibre (ou Tevere), vá pela fenomenal Ponte Sant’Angelo: nela estão dispostas nove esculturas de anjos, que têm a precisão milimétrica e assinatura (ora, ora) de Bernini. Travessia feita, você estará diante do Castelo Sant’Angelo, que foi pensado por Adriano para ser o seu mausoléu pessoal e hoje figura como museu que reflete tudo o que já foi: sepulcro, fortaleza papal, prisão, castelo fortificado e residência renascentista. A visita vale ainda pela paisagem que o terraço revela, um panorama único de Roma.

Chegou a hora da face religiosa, e o Vaticano – o menor país do mundo – estará bem à sua frente, pela Via della Conciliazione. Logo de cara, a Praça São Pedro já é uma atração, com suas 284 colunas, 88 pilastras, quatro pórticos, duas fontes, um obelisco trazido do Egito por Calígula e, no alto da basílica, 140 estátuas de santos. O projeto atual, datado de 1656, simboliza por meio do desenho um abraço fraternal da igreja-mãe e foi encomendado a ele, Bernini, para dar a grandiosidade ao local.

Antes de entrar na basílica, saiba que é preciso seguir algumas regrinhas no Vaticano – mas elas são aplicáveis em todas as igrejas de Roma: são proibidas bermudas (inclusive para homens), saias e shorts curtos, assim como regatas e blusas decotadas. Na dúvida, o que passa pelo crivo dos fiscais é, pelo menos, a altura dos joelhos. E um bom truque é carregar sempre uma echarpe na bolsa – porque no verão, especialmente em agosto, o calor é implacável e usar calças é árduo.

A visita à Basílica de São Pedro deflagra, logo na entrada, a Pietà, de Michelangelo. Pedem pausas, ainda, o túmulo de São Pedro e o de João Paulo II, o baldaquino e o altar papal. Visitar a cúpula é inesquecível, porque você vai se deparar com mais uma vista cinematográfica, no alto de mais de 500 degraus.

O Museu Vaticano, como já é bem notório pelo acervo e pelas filas, pede algumas horinhas de imersão, mesmo seguindo a rota mapeada como “caminho rápido”. Ande e se deslumbre com as Salas de Rafael, a Galeria dos Mapas, a Pinacoteca e a Capela Sistina, pintada pelos maiores mestres da arte, com assinatura de Michelangelo, Rafael, Botticelli e Bernini. Aviso importante: não existe “jeitinho” de entrar só para vê-la, pois é a última atração e, independente da rota escolhida, só é possível chegar até ela no final.

Escadaria do Museu Vaticano

Ao planejar a viagem, tente ver o Papa: ele realiza audiências – uma espécie de encontro, no qual saúda os fiéis e faz uma bênção coletiva – na Praça São Pedro toda quarta-feira. Já aos domingos pela manhã, acontece a famosa Missa de Todos os Povos, que culmina ao meio-dia com o Angelus, aquela cena famosa que a gente sempre vê na TV, em que o Papa aparece em uma janelinha e dá sua oração final.

Aproveite para desfrutar dos arredores do Vaticano e de um almoço típico com antepastos, pasta e sobremesa. A pedida é o Luma Bistrò, (ainda) pouco conhecido dos turistas. Pertinho dele, se a vontade clamar por um gelato, vá de Lemongrass; se a vontade é de pizza, corra até o Mosca; se for cerveja e panini, o endereço é a Be.Re.; para café, chá e um docinho, pare no Fabrica. Para quem é gourmet e sempre volta com a mala cheia de itens do universo do comer e beber, passe no empório Castroni.

E sabe aquela clássica imagem romana de vielas, ruazinhas de pedra, janelas com roupas penduradas e cheias de flores? Esse é o jeitão do Trastevere, um bairro tradicionalíssimo, próximo ao Vaticano. Entre as atrações, estão a igreja Santa Maria in Trastevere, que fica na praça central e, claro, exibe uma fonte, além de figurar como um ponto de encontro da região. Muita gente também gosta de sentar ali para tomar um sorvete ou uma cerveja e comer seu pedaço de pizza, fugindo dos preços inflacionados dos restaurantes.

Roma, Voltei!

Mesmo os mais avessos aos clichês não poderão negar que o popular “uma vida não basta para conhecer Roma” é mais do que válido. E a cada nova imersão, esmiuçar seus cantinhos rende bons achados, aprofunda conhecimentos de história e arte e prova também que, em paralelo com a sua tradição, Roma sempre tenta absorver as tendências por aí afora. Confira alguns de nossos garimpos que valem a pena incluir em uma viagem de retorno.

Nas redondezas do Coliseu está o Giardino degli Aranci, que, como o nome já adianta, é um jardim tomado por laranjeiras, e lá do alto vê-se o horizonte romano de uma maneira muito ímpar e bela. Estando ali, aproveite outra atração vizinha: Il Buco della Serratura, que nada mais é que um buraco de fechadura de um prédio particular, talvez o mais peculiar do mundo, que lhe rende uma vista quase que inacreditável para a cúpula do Vaticano!

O roseto di roma, o rosário público da capital, possui 1.100 espécies da flor, vindas dos quatro cantos do mundo. Abre somente algumas temporadas no ano.

Imperdível é caminhar pela Via Nicolò Piccolomini e ver a Basílica de São Pedro por uma estranha ilusão de ótica: parece enorme quanto mais você se distancia dela.

A villa doria pamphilj, com seu 1,8 km², é o maior parque da capital e reserva vários cantinhos para descanso. Outro ponto verde é o Parque Regional da Appia Antiga, uma gigantesca área de proteção ambiental e sítio arqueológico com tumbas, sepulcros, catacumbas e cisternas.

O Ghetto representa a face judaica da capital. É um bairro pequenino, que fica no centro histórico, às margens do Tibre, com destaque para a Grande Sinagoga, o Museu Hebraico e muitos restaurantes voltados para a culinária kosher, como o Da Benito Al Ghetto. museoebraico.roma.it

A vila de Coppedè, que soma um quarteirão no bairro de Trieste, é um conjunto de edifícios e sobrados misturando art noveau com art déco, além de pinceladas de arte grega, gótica, barroca e medieval. A “entrada” dessa pequena vila já é uma atração: um imenso lustre de ferro disposto em um arco que liga dois principais prédios, assinado pelo arquiteto Gino Coppedè. No interior, 26 edifícios e 17 moradias, cada um com uma preciosidade singular para admirar.

A arte de rua é muito forte em solo romano. Na região de Ostiense e Garbatella, vários palácios antigos foram tomados por grandes desenhos e séries de murais coloridos. No lado oposto da cidade, no Quadrado, há outro nicho da arte de rua, que conta, inclusive, com o M.U.R.O., o Museu de Arte Urbana de Roma, que nada mais é do que uma coleção bem mapeada de belos grafites.

Quem procura diversão tem três caminhos: o bochicho universitário de San Lorenzo, no qual jovens bebem cerveja na calçada e na praça central ou em locais como o pub Rive Gauche; e Pigneto, que é tomado por bares de mesinhas na calçada. A dica é transitar pela rua principal, a Via del Pigneto, que tem o Vida do Brasil, com ótima caipirinha – os italianos adoram! Já a face mais arrumadinha se concentra em Monti, de fácil acesso pelo Coliseu. Aos que desejam agito nível balada, o destino é o bairro de Testaccio, e ali, o clube Akab é um dos endereços mais antigos.

Sabia que a cidade do Coliseu é muito próxima do litoral? E que dá para ver o mar em meia horinha de viagem? Pois bem, dá e anote o nome desta praia: Ostia. Apenas 30 quilômetros separam Roma da residência de verão do papa, o Castelo Gandolfo – que, desde o final de 2015, foi aberto à visitação pública. Dá para fazer um passeio charmoso de trem até lá, que parte da estação interna do Vaticano uma vez por semana. museivaticani.va

Praia Ostia

E Neve, tem pertinho também: no inverno, o lugar para esquiar é o Monte Livata, região montanhosa distante 85 quilômetros do centro romano. Tem atividades como bicicleta, caminhada e cavalgada na primavera e no outono. Aos que preferem a calmaria de um lago, Bracciano é destino dos esportes náuticos, como barco a vela.

Parece impossível, mas acredite, dá para ver vinhedos e fazer agriturismo em Frascati, distante míseros 20 quilômetros de Roma.

Na região de tuscania, comuna a 98 quilômetros de Roma (não confunda com Toscana!), há indos campos de lavanda. A melhor época para visitar é em julho (também para ver as plantações de girassol), quando acontece ali a Festa della Lavanda. Dá para sentir os ares da francesa Provença a menos de uma hora da capital.

Giro gastronômico

A Termini, estação principal, ganhou no ano passado o Mercato Centrale, um complexo moderno que compila um especialista de cada setor para compor os seus boxes, como café, pizza, massas frescas, sorvete, embutidos, vinhos… Outra boa aventura que reúne muita coisa em um só lugar é o Eataly, o famoso mercado italiano que já aportou em terras brasileiras. Entre os seus corredores , há livraria, cervejaria, adega, fabricação de muçarela ao vivo, doceria, padaria e restaurantes variados. mercatocentrale.it, eataly.it

Para quem prefere o estilo “mercadão” público, entre as sugestões estão Trionfale e Rionale, ambos nas proximidades do Vaticano, aonde os moradores vão diariamente para comprar frutas, verduras, queijos e embutidos. O Nuovo Mercato Esquilino, na Piazza Vittorio Emanuele, acabou por virar um lugar para encontrar ingredientes étnicos e sabores do mundo. mercatidiroma.com

No Guia Michelin, Roma tem 19 casas estreladas. E tem opção para todos os bolsos e estilos: o espojado Bistrot 64 tem menu degustação a partir de € 40, incluindo cinco pratos. O Imàgo, instalado no luxuoso hotel cinco estrelas Hassler, tem preços que começam com € 140, por sete etapas. O La Pergola, o mais estrelado deles e comandado pelo alemão Heinz Beck, sai por € 245, sendo uma refeição de dez passos. hotelhasslerroma.com, bistrot64.it, romecavalieri.com

Por Leticia Rocha
Fonte: Viajar pelo Mundo

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